Seja bem-vindo
,27/02/2025

  • A +
  • A -

Pesquisadores desenvolvem nanopartículas para otimizar a germinação da soja

Pesquisadores parceiros do INCT NanoAgro avançam no uso de nanotecnologia para otimizar a germinação e o crescimento da soja, promovendo maior produtividade e sustentabilidade.


Pesquisadores desenvolvem nanopartículas para otimizar a germinação da soja

A aplicação da nanotecnologia na agricultura tem se mostrado uma alternativa promissora para potencializar o crescimento e o desenvolvimento das culturas. No Brasil, pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura (INCT NanoAgro) desenvolvem estudos para aplicar essa tecnologia na germinação e crescimento inicial da soja, uma das culturas mais importantes do país.

De acordo com Amedea Barozzi Seabra, química e parceira do INCT NanoAgro, a nanotecnologia já é empregada em diversos setores e agora se expande para a agricultura. “Os nanomateriais já estão presentes em cosméticos, alimentos e vestuário. Agora, estamos desenvolvendo soluções inovadoras para tornar a agricultura mais eficiente e sustentável”, explicou.

Um dos principais avanços da pesquisa é o uso da quitosana, um biopolímero obtido a partir da casca de crustáceos, que tem propriedades antimicrobianas e atua como nanocarreadores de substâncias benéficas para a planta. “A quitosana é biodegradável, biocompatível e de baixo custo. Seu uso na agricultura permite a redução de insumos químicos e um impacto ambiental menor”, afirmou Seabra.

A engenheira agrônoma Ana Cristina Preisler, também parceira do INCT NanoAgro, destacou que os estudos com o uso de nanotecnologia na soja têm mostrado resultados promissores. “Observamos um aumento na taxa de germinação, melhor desenvolvimento radicular e maior fixação biológica de nitrogênio”, relatou.

Um dos elementos chave dessa tecnologia é o óxido nítrico (NO), uma molécula que regula processos metabólicos na planta e melhora sua resistência a estresses como seca e alta temperatura. “A aplicação de nanopartículas de quitosana com doadores de óxido nítrico proporciona à planta um melhor crescimento, mesmo em condições adversas”, explicou Preisler.

Os desafios para a ampliação dessa tecnologia envolvem a escalabilidade da produção, a estabilidade dos produtos e a regulamentação para uso comercial. No entanto, avanços estão sendo feitos para viabilizar a implementação da nanotecnologia em larga escala. “Nosso objetivo é desenvolver soluções que sejam acessíveis e eficazes para o produtor rural”, enfatizou Seabra.

Com pesquisas avançadas e resultados positivos em testes laboratoriais e de campo, a nanotecnologia pode se tornar uma aliada fundamental para o aumento da produtividade e a sustentabilidade da agricultura brasileira.





COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.